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Galocantô: Quinteto carioca chega ao TJA com show em homenagem a Luiz Carlos da Vila (1949–2008)

A apresentação, dia 28 de junho, encerra as celebrações de 116 anos de fundação do Theatro José de Alencar, que traz como tema “Toda arte cabe aqui”

Fortaleza recebe no dia 28 de junho (domingo), às 18h30, uma celebração especial à obra de um dos nomes mais importantes da música brasileira. O grupo Galocantô sobe ao Palco Principal do Theatro José de Alencar para apresentar o espetáculo “Luiz Carlos da Vila, 75 Anos”, homenagem ao compositor carioca que ajudou a redefinir os rumos do samba contemporâneo e cuja obra segue influenciando artistas de diferentes gerações. Os ingressos seguem à venda pela plataforma Sympla.

A apresentação marca a chegada ao Ceará de um projeto que nasceu no Rio de Janeiro e resultou no álbum “Galocantô – Luiz Carlos da Vila 75 Anos”, gravado ao vivo durante um espetáculo realizado em 2019. O repertório reúne clássicos que atravessaram décadas, como “O Show Tem Que Continuar”, “Kizomba, Festa da Raça” e “Cabô, Meu Pai”, além de composições inéditas criadas especialmente para a homenagem. 

O espetáculo propõe um reencontro com a obra de um compositor cuja produção permanece atual ao abordar temas como identidade brasileira, resistência cultural e ancestralidade. “O legado de Luiz Carlos da Vila ultrapassa a dimensão artística. Sua obra fala de amor, esperança, coletividade e pertencimento. São temas que continuam dialogando profundamente com o Brasil contemporâneo”, afirma Marcelo Correia, diretor musical do projeto e integrante do Galocantô. 

O álbum que inspira o espetáculo contou com participações especiais de nomes reconhecidos do samba brasileiro, como Moyseis Marques, que aponta Luiz Carlos da Vila como uma de suas principais referências musicais, e Moacyr Luz, parceiro e amigo do homenageado. Entre os destaques estão as canções “A Luz de Um Grande Amor”, parceria de Luiz Carlos da Vila com Fred Camacho, e “Um Verso Pra Luiz”, composta por Moacyr Luz especialmente para o projeto. 

Relação histórica entre Galocantô e Luiz Carlos da Vila 

Luiz Carlos da Vila (1949–2008) foi um dos mais importantes compositores do samba brasileiro contemporâneo. Nascido no bairro de Ramos, no Rio de Janeiro, construiu uma trajetória marcada pela poesia refinada, pelo compromisso com as raízes do samba e por uma profunda valorização da cultura popular brasileira.  

Integrante da geração que ajudou a renovar o samba carioca a partir das rodas do Cacique de Ramos, ao lado de nomes como Arlindo Cruz, Jorge Aragão e Sombrinha, tornou-se referência pela sensibilidade de suas composições e pela capacidade de transformar temas cotidianos em obras de grande força lírica. 

Autor de clássicos como “Kizomba, a Festa da Raça”, “Além da Razão”, “Por Um Dia de Graça”, “O Sonho Não Acabou” e “O Show Tem Que Continuar”, Luiz Carlos da Vila teve suas músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Fundo de Quintal, Alcione, Zeca Pagodinho e Jair Rodrigues. Reconhecido como um dos grandes poetas do samba, deixou uma obra que atravessa gerações e segue celebrada por sua mensagem de amor, esperança, identidade e resistência cultural. 

A homenagem “Luiz Carlos da Vila, 75 Anos”, do grupo Galocantô, também é fruto da forte ligação entre o grupo e o compositor. Fundado no início dos anos 2000, o grupo nasceu inicialmente sob o nome “Além da Razão”, inspirado na canção homônima de Luiz Carlos da Vila em parceria com os irmãos Sombra e Sombrinha. 

A conexão se tornou ainda mais profunda quando o compositor escreveu “O Galocantô”, considerada por muitos pesquisadores e admiradores como uma de suas últimas composições, criada especialmente para o grupo. Desde então, o quinteto se consolidou como um dos principais intérpretes de sua obra. 

“Existe uma relação afetiva e artística muito forte entre o grupo e Luiz Carlos da Vila. Não estamos apenas revisitando um repertório histórico; estamos celebrando uma trajetória que ajudou a construir nossa identidade musical”, destaca Marcelo Correia. 

Para Leandro Diaz, integrante do grupo, a homenagem a Luiz Carlos da Vila nasce de uma vontade muito simples, homenagear um gigante do samba e um compositor fundamental da música brasileira. “A gente já havia gravado um trabalho em 2015 e sentimos a necessidade de fazer mais por esse trabalho e expandir um pouco. É também uma forma de ampliar o alcance dessa obra vastíssima, em um projeto que, no fim das contas, valoriza a memória, a cultura e a identidade brasileira”, afirma.  

Segundo Marcelo Correia, responsável pelo violão, voz e direção artística do projeto, “falar de Luiz Carlos da Vila é falar de amor, paz, esperança e fé”. “Conheci Luiz Carlos da Vila no final da década de 1990. Ele foi um dos maiores poetas do samba, à altura de Cartola, Vinicius de Moraes e Carlos Cachaça. Salve a obra desse poeta maravilhoso, que colocou a oitava cor no arco-íris”, acrescenta o artista Lula Matos (tantã e voz). 

Samba, memória e patrimônio cultural 

O espetáculo “Luiz Carlos da Vila, 75 Anos” foi elaborado em meio ao crescente processo de valorização da memória musical brasileira. Nos últimos anos, projetos dedicados à preservação da obra de grandes compositores têm ampliado o interesse do público por repertórios históricos e contribuído para aproximar novas gerações de artistas fundamentais para a formação da cultura nacional. 

Ao celebrar os 75 anos de nascimento de Luiz Carlos da Vila, o Galocantô reforça a importância de manter viva uma obra que ajudou a redefinir o samba nas últimas décadas do século XX e que continua influenciando músicos, pesquisadores e admiradores em todo o país. 

Sobre o Galocantô 

Criado no Rio de Janeiro, o Galocantô é um dos grupos de maior destaque do samba contemporâneo brasileiro. Com mais de duas décadas de trajetória, o quinteto construiu reconhecimento nacional pela qualidade de seus arranjos, pela valorização dos grandes compositores do samba e por um consistente trabalho autoral. Sua história mantém uma ligação especial com Luiz Carlos da Vila, cuja obra ocupa papel central na identidade artística do grupo. 

Reconhecido nacionalmente pela qualidade de suas interpretações, pela pesquisa de repertório e pelo trabalho autoral, o projeto tornou-se uma referência do samba contemporâneo brasileiro. Ao longo de sua trajetória, o grupo já se apresentou em importantes cidades brasileiras, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Santos, Campinas e Curitiba, ampliando seu público e consolidando sua presença nos principais circuitos culturais do país. 

Desde o lançamento de seu primeiro álbum, o grupo conquistou reconhecimento de sambistas de diferentes gerações e regiões do país, reunindo admiradores tanto entre integrantes das tradicionais velhas guardas quanto entre novos expoentes do gênero.

Formado por Leandro Diaz, Marcelo Correia, Jorge André, Lula Matos e Léo Costinha, o quinteto se destaca pelo bom gosto na curadoria de repertório e pela valorização das raízes do samba sem abrir mão de novas abordagens musicais. 

FICHA TÉCNICA 

Direção Artística: Marcelo Correia 
Músicos: Leandro Diaz – cavaco e voz 
Marcelo Correia – violão, voz e direção musical J
Jorge André – percussão e voz
Lula Matos – tantã e voz 
Léo Costinha – surdo e voz 
Músicos de Apoio: Dudu Oliveira (sax e flauta), Edgar Araújo (bateria), Luís Louchard (contrabaixo) e Bruno Gama (Percussão) 
Arranjos: Marcelo Correia, Luis Barcelos, Dudu Oliveira Tec P.A ( Jorge Luis Silva) 
Tec Monitor ( Sidnei Melhor Pinto ) 
Rodie: Leonardo Bachie 
Cenário e Iluminação: Katia Barreto 
Assistente de Iluminação: Pablo Anderson e Valdecir Correia
Figurino: Carol Gama 
Design Gráfico: Carlos Nem Fotos: Michelle Beff Comunicação Digital: Memo Produções Assessoria de Imprensa Niterói: Irma Lasmar 
Foto e Vídeo Rio de Janeiro: Thais de Casttro 
Assessoria de Imprensa Fortaleza: Filipe Pereira  
Foto e Vídeo Fortaleza: Filipe Pereira 
Redes Sociais: Andreza Ferraz 
Direção de Produção: Monique Franco e  Leandro Diaz  
Produção Executiva: Monique Franco e Seimour Costa   
Gestão de Lei de Incentivo: Zambo Produções e Eventos 
Idealização: Marcelo Correia e  Leandro Diaz  
Realização: Franco Produções Artísticas

“TJA 116 anos: Toda arte cabe aqui.”

Em 2026, o Theatro José de Alencar, patrimônio histórico e cultural do Brasil, celebra seus 116 anos reafirmando sua vocação como espaço de encontro entre diferentes linguagens, artistas e públicos.

Sob o slogan “TJA 116 anos: Toda arte cabe aqui”, a programação comemorativa destaca a pluralidade que marca a trajetória do equipamento desde sua inauguração, em 17 de junho de 1910. Símbolo da cultura cearense e referência nacional em difusão cultural, o TJA segue, mais de um século depois, como território de memória, criação e resistência, acolhendo múltiplas formas de expressão artística.

Ao longo do mês de junho, a programação especial de aniversário reunirá espetáculos, shows, performances, ações formativas, exposições e encontros que ocuparão os diferentes espaços do equipamento, com forte presença de artistas locais e diversidade de linguagens.

Mais do que uma celebração, os 116 anos do TJA reafirmam seu compromisso com a arte em toda a sua amplitude — um espaço vivo, acessível e plural, onde tradição e contemporaneidade coexistem e, de fato, toda arte cabe aqui.

SERVIÇO
[#TJA116ANOS] Ministério da Cultura e Energia Pecém Diamante apresentam: Grupo Galocantô (RJ) numa homenagem aos 75 anos de Luiz Carlos da Vila
Data: dia 28 de junho (domingo), às 18h30
Local: Palco Principal do Theatro José de Alencar (Rua Liberato Barroso, 525, Centro)
Ingressos: Plateia, Balcão e Frisas – R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) / Camarote e Torrinha – R$ 10 (preço único)
Vendas antecipadas: Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/122141?share_id=1-copiarlink) e bilheteria, das 13h às 19h (qua a dom)
Capacidade: 695 lugares
Duração: 90min
Classificação: 12 anos
Acessibilidade no setor Plateia (térreo)
Sessão com Libras, audiodescrição e atendimento especializado para pessoas com deficiência. 

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