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Instituto Negruras apresenta I Festival de Literaturas Negras Cearenses no Theatro José de Alencar e na Areninha do Pirambu

Programação gratuita reúne feira literária, oficinas, clubes de leitura e slam com premiação em dinheiro em atividades realizadas em Fortaleza, Maracanaú e Crato

Fortaleza, Maracanaú e Crato recebem, entre março e maio de 2026, o I Festival de Literaturas Negras Cearenses (Flinc), iniciativa realizada pelo Instituto Negruras, que atua na valorização da cultura negra e na criação de espaços de formação, pesquisa e circulação artística no Ceará.

A abertura do festival acontece em dois momentos: no dia 12 de março, no Theatro José de Alencar, com lavagem da escadaria às 17h, feira literária das 17h às 20h, sarau às 18h, performance literária às 19h e, às 19h30, a palestra magna “Por uma ética do escreviver negro cearense: construindo novas narrativas”; e no dia 14 de março, na Areninha do Pirambu, a partir das 18h, data que marca o Dia Nacional Marielle Franco, com roda de conversa e a realização do Slam da Flinc, reafirmando a força da palavra negra nos territórios e a memória como instrumento de luta e criação.

A mesa de abertura, no Theatro José de Alencar (TJA), reúne Kinaya Black (Quixadá/CE) e Laís Eutália (Fortaleza/CE), com mediação de Raí Kehinde (Fortaleza/CE). O debate propõe refletir sobre a escrita negra no Ceará, destacando memória, identidade e criação literária como formas de resistência e afirmação.

Em parceria com o programa Dragão Nazárea, do Centro Dragão do Mar, a Areninha do Pirambu reúne Akwa Silva (Sobral/CE), Yasmin Biesse (Juazeiro do Norte/CE), Samara Poeta (Caucaia/CE) e Apeaga (Sobral/CE, radicada em São Paulo) na roda de conversa “O poder da palavra: Saraus, Slams e Poesia de Rua”, às 18h45, seguida do Slam da Flinc, com condução da slammaster Sra. Preta (Sobral/CE), a partir das 20h15. As inscrições para participação no slam acontecem no local, entre 18h e 20h, com vagas limitadas. Os finalistas receberão premiação em dinheiro: R$ 700 para o primeiro lugar, R$ 500 para o segundo e R$ 300 para o terceiro. O encontro propõe destacar a força da oralidade, da poesia falada e dos movimentos de rua como expressões vivas da literatura negra, afirmando o território como espaço legítimo de criação, debate e protagonismo cultural.

“Nosso principal objetivo com a realização do Flinc é ampliar o acesso à literatura produzida por pessoas negras no Ceará. A ideia é fortalecer espaços onde essas narrativas sejam reconhecidas, estudadas e publicadas, enfrentando o apagamento histórico provocado pelo racismo”, afirma Raí Kehinde, diretor do Instituto Negruras.

Além do lançamento no Theatro José de Alencar, o festival segue ao longo de março, abril e maio com atividades em Fortaleza, Maracanaú e Crato. A programação inclui oficinas, rodas de conversa, slams, clubes de leitura e debates sobre publicação de livros. Parte das atividades acontece em escolas, bairros periféricos e equipamentos culturais, fortalecendo a circulação cultural nos territórios.

O Festival de Literaturas Negras Cearenses (Flinc) é uma realização do Instituto Negruras, apoiado pelo Ministério da Cultura (Minc) e pela Secretaria da Cultura (Secult Ceará), com recursos provenientes da lei federal n.º 14.399 de julho de 2022. O festival conta com apoio institucional do Minc, por meio da Secretaria de Formação, Livro e Leitura, e da Secult Ceará, por meio do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Theatro José de Alencar, Biblioteca Pública Estadual do Ceará, Centro de Design do Ceará (Kuya), Mercado Alimenta CE e  Centro Cultural do Cariri, em colaboração com o Instituto Dragão do Mar e o Instituto Mirante. Também recebe apoio de instituições como Livraria Substânsia, Coletivo Barramar, Biblioteca Sabiá, Biblioteca Adianto, Casa Voa, Caldeirão de Bibliotecas, Arteculando, Grupo Criart, Quintal Delus, Coletivo Crauá e 3º Fórum Nordeste de Economia Circular.  

SERVIÇO
Programação I Festival de Literaturas Negras Cearenses

12 de março | Fortaleza
Theatro José de Alencar
17h – Lavagem da escadaria do TJA, com Babalorixá Vladimir de Ogún
17h às 20h – Feira literária com editoras e coletivos independentes
18h – Palco aberto: Sarau embaixo do cajueiro
19h – Performance literária TRANSVETIN – Um HD poético ancestral, com Raí Kehinde
19h30 – Palestra magna Por uma ética do escreviver negro cearense, com Kinaya Black e Laís Eutália. Mediação: Raí Kehinde.

13 de março | Maracanaú e Fortaleza
9h – Oficina de zine com Amy Sousa (EEM Professor Flávio Ponte – Pajuçara)
14h – Contação de história Nkisi Ngundia, com Coletivo Cultural Pafundi (EEM Professora Eudes Vera – Siqueira)
16h – KUMA – Clube de Leitura: Becos da Memória, de Conceição Evaristo, com Raí Kehinde (Coletivo Barramar – Barra do Ceará)

14 de março | Fortaleza
Areninha do Pirambu
18h – Rito de abertura Adurá para Esú, com Babalorixá Vladimir de Ogún
18h às 20h – Inscrições para o Slam
18h às 20h – Espaço erê (Arteculando) e feira de afroempreendedores
18h30 – Maracatu Nação Pirambu
18h45 – Roda de conversa O poder da palavra: Saraus, Slams e Poesia de Rua, com Akwa Silva, Yasmin Biesse, Samara Poeta e Apêaga
20h15 – Slam da FLINC, com QuebraMar Rec.
21h30 – Slam da FLINC – Onda Negra, Medo Branco, com Sra. Preta (slammaster)
23h – Slam da FLINC – Treta da Cabu, com participação de Felina, Nayma e Dona

15 a 17 de abril | Fortaleza
9h – Minicurso Escritas Negras Criativas, com Kinaya Black (Biblioteca Pública Estadual do Ceará – BECE)

16 de abril | Fortaleza
18h – Contação de histórias Mitologia dos Orixás, com Babá Vladimir de Ogún (Casa Voa – Curió)

17 de abril | Fortaleza
19h – Roda de conversa No chão do terreiro: narrativas e saberes ancestrais

18 de abril | Fortaleza
10h – KUMA – Clube de Leitura, com Gleicianny Queiroz (Criart – Bom Jardim)

7 de maio | Crato
15h – Contação de histórias
18h – Oficina de zine com Charlie Renatti e Cayle Angeline (Quintal Delus)

8 de maio | Fortaleza e Crato
16h – Oficina de zine com Caio Vieira (Biblioteca Adianto – Barra do Ceará)
17h – KUMA – Clube de Leitura: Dublê de Ogum, de Cidinha da Silva, com Laís Eutália (Biblioteca Sabiá – Sabiaguaba)
19h – Lançamento do livreto para colorir, com Fernando Wesley, Babalorixá Vladimir de Ogún e Raí Kehinde (Centro Cultural do Cariri – Crato)

9 de maio | Fortaleza
Centro de Design do Ceará – Kuya
14h – Lançamento do livreto para colorir
15h30 – Roda de conversa Estratégias de publicação para autores negros, com editoras Substânsia e Kitembo
16h30 – Coffee break

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