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Theatro José de Alencar recebe programação do IV Festival Afrocearensidades com dança, exposição, feira e música

Com atividades gratuitas ao longo de novembro, o equipamento cultural celebra a ancestralidade, a diversidade e o protagonismo negro por meio de diferentes expressões artísticas

O Theatro José de Alencar (TJA), equipamento da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), recebe, ao longo do mês de novembro, uma programação especial que integra a quarta edição do Festival Afrocearensidades. Entre os dias 18 e 29, o público poderá conferir exposição, espetáculos de dança, feira de empreendedorismo negro e apresentações musicais, em uma celebração da cultura afro-brasileira, de suas manifestações artísticas e de seus saberes ancestrais.

O IV Festival Afrocearensidades é uma iniciativa conjunta da Secretaria da Igualdade Racial (Seir) e da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Instituto Mirante de Cultura e Arte.

Com acesso gratuito, a programação ocupa diferentes espaços do TJA e propõe encontros entre memória, identidade, resistência e criação contemporânea. As atividades também reforçam o compromisso do equipamento com a democratização do acesso à cultura e a valorização da diversidade de expressões artísticas.

Exposição e dança marcam a abertura da programação

No dia 18 de novembro, às 17h, a Praça Mestre Boca Rica e a Galeria Ramos Cotoco (CENA) recebem a abertura da exposição “Um trem chamado Ferrão: trabalho, futebol e paixão”, apresentada pelo Museu Ferroviário Estação João Felipe. A mostra permanece em cartaz até 29 de janeiro de 2027, com visitação gratuita de terça a domingo.

Ainda nos dias 18 e 19, às 20h, o Palco Principal recebe o espetáculo “Malemole”, de Déborah Santos e Jônatas Joca, selecionado por meio da Convocatória para as Artes Cênicas TJA 2026/2027. A montagem parte do encontro entre dois corpos que buscam construir um chão comum, explorando, por meio do movimento, as possibilidades de convivência, negociação e relação com o outro. Entre diferenças, desafios e estratégias, a obra investiga o corpo como território de criação, jogo e resistência. Com duração de 40 minutos, o espetáculo tem classificação livre e contará com recursos de acessibilidade em Libras e audiodescrição.

Dia da Consciência Negra reúne feira, música e experimentações coreográficas

No dia 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, a programação ganha destaque com atividades que celebram a produção artística e o protagonismo negro. Das 16h às 20h, o Pátio Nobre e o Jardim de Burle Marx recebem a Feira Negra, acompanhada pela discotecagem da DJ Negona, promovendo um espaço de encontro, circulação e valorização de iniciativas ligadas à cultura negra.

No mesmo dia, às 17h e 19h, o Palco Principal será ocupado pela Afrotranstopia Coletividade (SP), com “Afrotranstopia – Movimentos Coreográficos”. A coletividade desenvolve uma pesquisa artística, coreográfica, pedagógica e comunitária iniciada há mais de duas décadas por Mario Lopes. Sua atuação articula os eixos resistir, conflitar e regenerar, explorando diferentes possibilidades de criação, transmissão de conhecimentos e convivência.

Atualmente formada por um núcleo artístico composto por Mario Lopes, Verônica Santos e Guinho Nascimento, em diálogo com uma rede ampliada de artistas e colaboradores, a Afrotranstopia investiga, por meio da dança e de práticas coletivas, outras formas de imaginar e experimentar futuros possíveis no presente.

Ancestralidade e protagonismo feminino ocupam a Calçada do TJA

Dando continuidade às atividades que valorizam os saberes e as tradições afro-brasileiras, o TJA recebe, no dia 25 de novembro, às 17h, na Calçada, o Coletivo de Mulheres da AZC, de Mestra Carla, com a apresentação “Nosso corpo, nossa roda, nossa história”. Vinculado ao Instituto Zumbi Capoeira – AZC, o coletivo destaca o protagonismo das mulheres na preservação e transmissão das culturas populares afro-brasileiras.

Por meio da capoeira, do jongo e do samba de roda, a apresentação celebra a ancestralidade e reconhece as mulheres como guardiãs de memórias, criadoras e transmissoras de conhecimentos. A atividade integra ainda o projeto “Trajetória de Mestre” e convida o público a vivenciar manifestações culturais que atravessam gerações, reafirmando o corpo como espaço de identidade, resistência e liberdade.

Circuito do Samba encerra a programação com celebração da música brasileira

Encerrando as atividades do festival no TJA, o II Circuito do Samba – também em celebração ao Dia Nacional do Samba (2 de dezembro) – ocupa o Jardim de Burle Marx no dia 29 de novembro, das 15h30 às 20h, com uma tarde dedicada à musicalidade, à tradição e à diversidade do samba. O projeto acontece em parceria com o Mercado Alimenta CE e a Estação das Artes (Instituto Mirante).

A partir das 15h30, o Grupo Samba de Terreiro apresenta um repertório que resgata a atmosfera das rodas de samba, reunindo partido-alto, samba de raiz e canções que marcaram gerações. Criado em 2019, o grupo celebra a tradição do gênero com interpretações de clássicos de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Fundo de Quintal, além de composições autorais.

Na sequência, às 17h, o cantor e compositor Dipas apresenta o show “Samba Tropical”, resultado de uma pesquisa musical que aproxima o samba de diferentes gêneros e referências da música brasileira. Com influências de artistas como Jorge Ben, Moraes Moreira, Originais do Samba, Trio Mocotó e Chico Science, o espetáculo propõe uma sonoridade marcada pelo diálogo entre tradição e contemporaneidade. Acompanhado por uma banda formada por baixo, guitarra e teclado, Dipas também assume o cavaquinho, revelando uma nova fase de sua trajetória artística.

A programação reafirma o Theatro José de Alencar, que em 2026 completou 116 anos de fundação, como espaço de encontro entre diferentes gerações, linguagens e manifestações culturais, contribuindo para a visibilidade da produção artística negra e para o fortalecimento das expressões afro-brasileiras no Ceará.

PROGRAMAÇÃO IV FESTIVAL AFROCEARENSIDADES NO TJA

18 de novembro (quarta-feira)

17h – Abertura da exposição “Um trem chamado Ferrão: trabalho, futebol e paixão”
Realização: Museu Ferroviário Estação João Felipe
Local: Galeria Ramos Cotoco (CENA)
Visitação: até 29/01/2027, das 9h às 19h (ter a sex); das 14h às 17h (sáb e dom)
Classificação: Livre
Gratuito

18 e 19 de novembro (quarta e quinta-feira)

20h – Espetáculo “Malemole”, com Déborah Santos e Jônatas Joca
Local: Palco Principal (100 lugares)
Duração: 40min (cada sessão)
Classificação: Livre
Gratuito | Distribuição de senhas na bilheteria, 1h antes do início, por ordem de chegada
Sessões com Libras e audiodescrição

20 de novembro (sexta-feira)
16h às 20h – Feira Negra e discotecagem com DJ Negona
Local: Pátio Nobre e Jardim de Burle Marx
Classificação: Livre
Acesso gratuito

17h e 19h – “Afrotranstopia – Movimentos Coreográficos”, com Afrotranstopia Coletividade (SP)
Local: Palco Principal (695 lugares)
Duração: 105min (Movimentos I e II) | 120min (Movimento III + Diálogos Abertos)
Classificação: 12 anos (17h) | Livre (19h)
Gratuito | Distribuição de senhas na bilheteria, 1h antes do início, por ordem de chegada
Acessibilidade no setor Plateia (térreo)

25 de novembro (quarta-feira)

17h – “Nosso corpo, nossa roda, nossa história”, com Coletivo de Mulheres da AZC, de Mestra Carla
Local: Calçada
Duração: 90min
Classificação: Livre
Gratuito

29 de novembro (domingo)

15h30 às 20h – II Circuito do Samba
15h30 – Grupo Samba de Terreiro
17h – Dipas apresenta “Samba Tropical”
Local: Jardim de Burle Marx
Capacidade máxima: 1.200 pessoas
Classificação: Livre
Gratuito | Acessível em Libras

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